quinta-feira, 13 de março de 2014

Convento de Santa Clara em Guimarães

TOUCINHO DO CÉU – MUITA HISTÓRIA POR TRÁS DE UM DOCE!
Vou contar hoje a história de uma cidade famosa por seus doces, principalmente o toucinho do céu. Tenho certeza de que vão se apaixonar por esse lugar tão especial e rico em cultura.
                                 
                     
                                       
                   

A cidade portuguesa de Guimarães ficou muito famosa por seu Convento Santa Clara, de onde surgiram muitas iguarias tradicionais do país. Ele foi fundado no século XVI e fechado no ano de 1834 quando um decreto republicano proibiu as ordens religiosas. Nesses dois séculos de história, as freiras criaram muitos sabores, em sua maioria, à base de ovos e açúcar, sendo o mais famoso, o toucinho do céu (Bacon for Heaven).
Esse doce fez com que a cidade de Guimarães fosse esquecida por ser o berço da nação, onde os portugueses se libertaram da Espanha, para ser lembrada como o berço do Bacon for Heaven, mostrando como a gastronomia influencia na cultura de um povo.
Tudo começou quando as freiras recebiam 6$400 réus por mês para suas despesas. Elas achavam pouco e por isso, resolveram fazer doces para vender fora, aumentando a renda. Os doces predicados dessas irmãs ganharam fama e logo estavam durante o período de festas, trabalhando mais com os doces que com as missões religiosas. Sendo assim, em 1758, o Arcebispo de Braga proibiu-as de praticarem as artes pasteleiras da véspera do Advento até o dia 7 de janeiro, a fim de se dedicarem a Deus. Em 1760, essa proibição foi maior, iniciando-se em 15 de outubro, dia de Santa Teresa.
Mesmo com tantas restrições aos doces, eles ainda davam o que falar. Então em 1769, o mesmo Arcebispo D. Gaspar, proibiu as freiras de venderem os doces para qualquer membro eclesiástico e só era permitida a feitura destes em caso de moléstia na família, em quantidades pequenas, suficientes para os dias de enfermidade, impedindo que as sobras fossem comercializadas. Essa medida valia do dia 15 de outubro (Santa Teresa) até o dia 6 de janeiro (Dia de Reis).

Diante de muitos protestos, as freiras resolveram negociar com o Arcebispo e ganharam a permissão para fazer doces de forno até o dia de todos os santos (1º de novembro). Paravam a fabricação até o dia de Reis. Esse fato ocorreu em 1771. Em dezembro desse mesmo ano, as freiras voltaram a negociar com o clero a permissão para confecção de chouriças, alegando que a alimentação era fraca e precisavam se nutrir bem para dar conta das funções religiosas decorrentes do Natal. A permissão foi concedida, mas tinha um truque: existiam chouriças com açúcar!
Em 1776 acabou esse problema, porque a abadessa reclamou os direitos do Convento de Santa Clara de comercializar doces, quando todos os outros conventos de Guimarães o faziam, menos o delas. O arcebispo não teve saída e liberou a venda dos doces clarentianos.
A fama do toucinho do céu de Santa Clara vem de um episódio ocorrido em 1564. Nesse período, 2/3 dos rendimentos e frutos da Igreja de Santa Cristina de Arões foram destinados ao Convento de Santa Clara. Por isso, todo dia 24 de julho (Dia de Santa Cristina), as freiras mandavam ao Abade de Arões uma caixa de Toucinho do Céu, com nove unidades, para adoçar sua boca e ele não atrasar a remessa de rendimentos… Em 1757, o Abade achou que a quantidade de doces era injusta e então, queixou-se ao Juiz do foro de Guimarães, que não lhe deu razão. Este então foi ao foro do Porto queixar-se da quantidade “pequena” de toucinhos do céu que recebera das freiras. O juiz do Porto compartilhou da mesma sentença de Guimarães e a partir de 1760 deixou de receber o agrado das freiras de Santa Clara. Que história, não?!
As últimas freiras do extinto Convento de Santa Clara foram Ana Angelina e Antônia Amara, que estiveram presentes na Exposição Industrial de doces, organizada por Alberto Sampaio, em 1884. Lá estava o tão aclamado Toucinho do Céu!
O toucinho do céu tradicional é composto por um bolo rico em ovos e amêndoas. É um pão-de-ló com amêndoas. Porém, com o passar do tempo, ele foi elaborado de outras formas, ganhando chila, leite de coco fresco, coco ralado e feito com massa mil folhas ao forno.
Mas, preste muita atenção: não chame um doce que não seja o tradicional Bacon for Heaven por esse nome em Guimarães! É um verdadeiro insulto!
                       

(Veja Receitas em http://viajandoaojardimdossabores.blogspot.pt/)
(Fonte: http://www.sorvetescolore.com.br/viagem-de-sabores/toucinho-do-ceu-muita-historia-por-tras-de-um-doce/)

sábado, 8 de março de 2014

Aldeias do Xisto - Vila Cova do Alva

Nobre aldeia, de dignidade exemplar, marcada pela dimensão dos seus edifícios, pelo bem receber das suas gentes, pelos seus espaços públicos. O rio, que passa ao fundo, resplandecente, é motivo de regozijo e prazer, pela limpidez, pela frescura, pela beleza envolvente. Também nele a ponte é motivo de contemplação. Em redor, povoam os montes que envolvem e resguardam Vila Cova de Alva, que parecem convidar para um passeio, na brandura das suas sombras e luxuriante vegetação.
                    

Caminhe ou descanse pelos espaços públicos da aldeia, casos do Largo da Igreja Matriz e do Pelourinho, onde coabitam dois solares do sec. XVII. Descubra os muitos monumentos religiosos e civis, como o Solar dos Condes da Guarda, o Solar Abreu Mesquita, o edifício dos Osórios Cabrais ou ainda a Rua Quinhentista.
Aprecie a paisagem envolvente. Há pequenos montes que envolvem a povoação, onde se pode passear por uma floresta exuberante, onde existe uma rica silvicultura e fauna. 

O rio Alva, que continua a ser um motor de desenvolvimento económico para Vila Cova, nomeadamente através da sua praia fluvial que é uma atracção turística que anima os dias quentes de Verão.

                                  
Num recanto de xisto e de vegetação muito própria, em plena Mata da Margaraça, a Fraga da Pena revela-se ao visitante por entre uma paisagem luxuriante. A imponente queda de água jorra frescura do alto dos seus 70 metros de altura. Está equipada com zona de recreio e lazer.

                                  
O Centro de Interpretação da Mata da Margaraça tem a sua sede na Casa Grande, que serve de apoio à Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor. Este equipamento tem competências na área do ambiente e turismo, bem como desenvolve trabalhos de gestão e conservação, promove actividades de educação ambiental, exposições temáticas, visitas guiadas e trabalhos científicos.
A Mata da Margaraça está classificada como Reserva Natural da Rede Nacional de Áreas Protegidas e Reserva Biogenética do Conselho da Europa, constituindo uma relíquia da cobertura florestal da região.


(Fonte: http://www.aldeiasdoxisto.pt/aldeia/)

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Casa do Fidalgo - Castelo Bom


A Casa do Fidalgo [datada de 1510] situa-se em  Castelo Bom, Guarda (Portugal).
Castelo Bom é uma freguesia do concelho de Almeida, no distrito da Guarda. Situa-se na zona raiana da Beira Interior, mais concretamente na sub-região da Beira Interior Norte. Foi vila e sede de concelho durante mais de quinhentos anos.
A povoação situa-se num cabeço saliente no vale do rio Côa, cuja altitude máxima é de 725 metros, na zona do Castelo.  A altitude mínima da freguesia (cerca de 550 metros) atinge-se assim junto ao rio, enquanto que os pontos mais elevados (cerca de 770 metros acima do nível do mar) se situam no limite com a freguesia da Freineda. As elevações que mais se destacam são o Cabeço do Vale de Nogueira, o Alto dos Chapéus e a Ermida de Santa Bárbara, para além da colina onde se situa Castelo Bom.
O rio Côa constitui o limite ocidental da freguesia com as suas vizinhas Mido, Castelo Mendo e Senouras. Castelo Bom confronta ainda com Vilar Formoso e São Pedro de Rio Seco a leste, Freineda a sul, e Naves, a norte.
Foto: Casa do Fidalgo (Século XVI), Castelo Bom, por João Pedro Ribeiro
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/00/Casa_do_Fidalgo_%28Castelo_Bom%29.jpg

Portugal - Locais a Visitar

Quando pensa numas férias em Portugal só lhe surgem imagens de sol e mar?

Alguma vez pensou fazer um cruzeiro no Douro, com escalas em quintas centenárias para degustar soberbos vinhos do Porto? Ou um passeio de barco por entre os belos canais da ria de Aveiro? Ou até uma viagem aos Açores para observar as baleias no Atlântico?

Portugal continua a oferecer muitas surpresas por descobrir. Porque não partir à aventura nos recantos menos explorados do país? Esperam por si momentos inesquecíveis!

Portugal pode ser dividido em sete principais regiões:

Norte de Portugal
Uma visita ao Norte de Portugal é uma viagem no tempo que o transportará até aos primórdios da nação. Esta região com antigas citânias celtas, castelos medievais e imponentes monumentos preserva um rico manancial de histórias e lendas. Nas verdejantes encostas da região produzem-se alguns dos mais famosos vinhos do país, e não há vila que não possua a sua especialidade gastronómica. Na cidade do Porto, esta combinação de encanto histórico e novas tendências cosmopolitas é verdadeiramente deslumbrante.

Centro de Portugal
O Centro é uma região de grandes contrastes. O interior é dominado pela Serra da Estrela, com os picos mais elevados do país, enquanto o litoral está repleto de bonitas cidades e vilas costeiras. Coimbra é uma das mais antigas cidades universitárias da Europa e Fátima um dos maiores centros mundiais de peregrinação cristã. Os passeios por esta região permitir-lhe-ão descobrir desde ancestrais vales glaciários a esplêndidas rotas vinícolas, verdejantes florestas e pinhais, soberbas praias ou até provar o mais genuíno queijo da serra – um dos mais famosos de Portugal.

Lisboa
Celebrada por pintores e poetas, a luminosidade única de Lisboa realça a beleza do estuário do Tejo e a imponência das suas praças e monumentos, mas também o carácter castiço dos seus antigos bairros e vielas. O passado e o presente coexistem de forma harmoniosa nesta cidade que tem um ritmo muito próprio e cujo encanto deve ser apreciado com pormenor. A poucos quilómetros, Cascais exibe o requinte de uma sofisticada estância costeira, e, um pouco para o interior, Sintra e a sua lendária serra irão encantar os apreciadores de cenários românticos.

Alentejo
As intermináveis planícies revestidas de campos de girassóis, sobreirais e olivais, o litoral repleto de praias imaculadas e as pequenas vilas adormecidas no tempo conferem ao Alentejo um fascínio muito especial. As suas cidades encerram velhas memórias romanas e mouriscas, e as aldeias alcandoradas nas encostas junto ao mar oferecem soberbas panorâmicas sobre a foz de pequenos rios. A deliciosa gastronomia alentejana atesta a inventividade do seu povo, e os inebriantes vinhos encarnam o carácter caloroso da região.

Algarve
O clima soberbo, as inúmeras praias, as animadas estâncias balneares, os antigos monumentos e os campos de golfe uniram-se para fazer do Algarve a mais famosa região turística de Portugal. Terra de extraordinária beleza natural, preserva zonas húmidas que servem de escala a milhares de aves migratórias, e, no interior montanhoso, entre as pitorescas cidades históricas e tranquilas explorações agrícolas, a floração das amendoeiras oferece um momento de especial magia.

Ilha da Madeira
A Pérola do Atlântico deve grande parte da sua fama às esplêndidas paisagens revestidas de vegetação subtropical, ao maravilhoso clima e às águas tépidas e convidativas. O encantamento do mar preenche o coração dos madeirenses e contagia os visitantes, que se deixam tomar pelas oportunidades de requintado prazer que oferecem as costas da ilha. A hospitalidade que vai encontrar na Madeira irá sem dúvida deixar-lhe a nostalgia de um regresso!

Os Açores
Os Açores são uma região de paisagens selvagens e intocadas, onde a tranquilidade caracteriza um modo de vida dedicado à terra e ao mar. Uma viagem aos Açores é sempre uma aventura de descoberta. Nestas ilhas espera por si uma terra de misteriosas crateras vulcânicas, lagos encantadores e fascinantes paisagens, e as suas águas límpidas atraem baleias, golfinhos e marinheiros de todos os cantos do mundo.

(Fonte:  http://www.portugal-live.net/P/places.html)

Castelo de Sesimbra

O Castelo, a mais antiga fortaleza de Sesimbra, está implantado no topo de um morro a norte da Vila, dominando toda a baía. Esta notável obra militar dos Sarracenos, não disponibilizou até hoje nenhum artefacto que a permitisse datar a época da se sua edificação, só foram encontrados, neste morro alguns materiais pré-históricos e proto-históricos indicando a existência de ocupação anterior do mesmo.

                           

( Fonte: http://castelosportugal.blogspot.pt/)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Rota das Aldeias Históricas


A Rota das Aldeias Históricas é um percurso pedestre que tem como principal objectivo a visita às 12 aldeias históricas portuguesas, sendo percorridas 52 povoações, em 17 concelhos da Beira Interior num total de cerca de 540 km.

Para além das povoações, este percurso atravessa três áreas naturais protegidas 
Parque Natural da Serra da Estrela,
                    
O Concelho de Manteigas, é um território privilegiado e singular em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, cujas condições naturais, ecológicas e paisagísticas deslumbram naturais e visitantes. 


O Parque Natural do Douro Internacional,
 abrange a área que vai desde o troço fronteiriço do rio Douro, na qual se incluem o seu vale e os planaltos a ele adjacentes, prolongando-se depois ao longo do vale do rio Águeda, um dos seus afluentes, abrangendo assim uma extensão de apróximadamente120 quilómetros. A parte norte do Parque Natural do Douro Internacional é composta por um extenso planalto, cujas altitudes são de cerca de 800 metros, correspondendo à zona de Trás-os-Montes. Nesta zona, o vale do rio Douro é formado por arribas de formação granítica, em escarpas de rara beleza. Depois, à medida que se vai percorrendo o rio em direção ao sul, o vale vai-se alargando cada vez mais, sendo a zona junto ao rio mais plana, mas mantendo-se o vale com encostas escarpadas. Na zona junto ao Douro vinhateiro, observa-se um clima temperado (microclima), com baixa temperatura, e temperaturas amenas no Verão.

Reserva Natural da Serra da Malcata 
e por isso facilmente se depreende que é um percurso de uma beleza natural imensurável onde são divulgados diversos valores e saberes das regiões por onde se passa. Esta grande rota é de dificuldade elevada na medida em que apresenta grandes desníveis nas regiões montanhosas e tem ligação à Rota da Idanha e à Rota da Egitânia .

https://sites.google.com/site/descportugal/aldeias-historicas/rota-das-aldeias-historicas

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Trancoso

De volta à cidade média

O ar medieval da vila de Trancoso acolhe o visitante que percorre as suas vielas ladeadas por portões biselados e paredes com mísulas. Despertam a atenção as casas de duas portas, uma larga e outra estreita, denominadas as judiarias de Trancoso. Os judeus povoaram a vila e transmitiram aos seus descendentes o carácter comercial que lhes era típico.


                        

Numa dessas casas da parte velha da vila terá nascido o misterioso Bandarra, sapateiro e profeta, ainda hoje citado pelo povo com foros de autoridade indiscutível, que profetizou nas suas trovas a perda da liberdade e a restauração da Independência.
A história de Trancoso anda profundamente ligada à de Portugal. Situada próximo da fronteira, a terra assistiu a diversas lutas e acontecimentos marcantes. Ainda hoje a batalha de S. Marcos, travada em 1355 e percursora de Aljubarrota, continua a ser comemorada em 25 de Abril.
O rei D. Dinis escolheu esta terra para celebrar o seu casamento com a rainha Santa Isabel. O acontecimento deu-se em 1282 na Ermida de S. Bartolomeu.Foi também na sua fortaleza que se cimentou a já centenária e cada vez mais firme aliança luso-britânica, tendo cinco das Doze de Inglaterra o seu solar na vila.

Monumentos Locais a visitar

Em Trancoso não deixe de visitar o Castelo Medieval e Muralhas. 
Porta d’El Rei, do Prado, de S. João e dos Carvalhos - e por uma torre de Menagem que se situa na cidadela. A Casa dos Arcos, seiscentista e a Casa do Gato Preto, situada próximo da cidadela, com decoração de motivação judaica.
A Capela de Santa Luzia e a Igreja da Sr.ª da Festa, ambas românicas do século XIII, a segunda com pinturas a fresco. A Igreja de S. Pedro, restaurada no século XIX com pórtico, torre e altares barrocos; a Igreja da Misericórdia, datada do século XVII; a capela de S. Bartolomeu, do século XVIII, de estilo barroco.
Poderá ainda visitar a Arcaria do solar seiscentista; o Palácio Ducal de finais do século XVIII, o Quartel General de Beresford, casa do século XIV; a Capela e o Cruzeiro do Senhor da Calçada, exígua construção de meados do século XVIII.
Em Aldeia Nova poderá apreciar os vestígios de castros e de edificações dolménicas.
Em Carnicães visite a Igreja Matriz de características românicas; o edifício com janela da Renascença, na Rua Eiró, com inscrição de 1621 e o edifício com janela manuelina, junto ao chafariz.
Em Guilheiro poderá ver a Igreja Matriz de fundação românica, tendo sido reconstruída no século XVII.

Fonte: http://www.turismoserradaestrela.pt/index.php/pt/rotas-turisticas/turismo-cultural/rota-das-aldeias-historicas?start=6

Almeida

A vila de Almeida é sede de concelho e situa-se numa zona planáltica, chamada Planalto das Mesas, a 2,5 Km da margem direita do rio Côa e a cerca de 7 Km da fronteira com Espanha. O Concelho de Almeida é constituído por 29 freguesias e apresenta uma riqueza histórico/patrimonial assinalável, consolidada na existência de três centros históricos: as aldeias medievais de Castelo de Mendo e Castelo Bom e o núcleo histórico da vila de Almeida, delimitado pela sua fortaleza militar traçado abaluartado.
                              

Breve Quadro Histórico

Almeida está associada a períodos agitados da história de Portugal, de guerras e escaramuças em sucessivas e alternadas tentativas de soberania sobre o território. Um passado militar que hoje se reflecte de modo poderoso sobre as robustas alvenarias de granito que dão forma a uma das mais interessantes fortalezas abaluartadas do Mundo.
A origem de Almeida não está suficientemente estudada mas crê-se que a fixação humana tenha acontecido durante o domínio romano, no lugar denominado Enxido de Sarça, a cerca de 1 Km a norte da localização actual, onde têm sido encontrados vestígios abundantes.

A revitalização do centro histórico de Almeida pressupõe, por um lado, a sua dinamização como pólo central das actividades comerciais e serviços do concelho e, por outro, a valorização de um legado histórico, patrimonial e militar inigualável, enquanto factor de atracção turística e potencial gerador de meios de vida para a população residente. A revalorização do ambiente militar do passado no imaginário colectivo é determinante para a captação de fluxos turísticos que consolidem um centro comercial desenvolvido, pólo de atracção das populações envolventes, portuguesas e espanholas.


Fonte: http://www.turismoserradaestrela.pt/index.php/pt/rotas-turisticas/turismo-cultural/rota-das-aldeias-historicas?start=6

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Castelo Mendo

Situada na ala sudoeste do concelho de Almeida, do qual dista 19 Km, a aldeia medieval de Castelo Mendo encontra-se implantada sobre um maciço granítico, a 756m de altitude. Quase inacessível dos lados nascente, sul e poente, a aldeia domina uma paisagem agreste e recortada, de vales cavados, o que lhe confere uma ambiência de certa forma rude e agressiva. A leste e a sul circunda-a o rio Côa. 
                               
Quadro Histórico

Pela sua localização em zona fronteira, a evolução histórica de Castelo de Mendo está profundamente ligada à vocação militar de defesa e consolidação do território nacional. Supõe-se que a estrutura urbana do aglomerado date dos primeiros tempos da Monarquia.
A aldeia de Castelo de Mendo é um espaço de grande valor histórico, urbanístico e paisagístico, circundado por muralhas medievais adaptadas à tipografia do terreno, cuja porta principal é flanqueada por duas torres.
Dadas as características da povoação, toda a sua revitalização passa por uma perspectiva de conjunto, encarando o seu espaço amuralhado como um "objecto" único cuja divulgação deve vir a possibilitar o desenvolvimento de actividades turísticas e de dinamização socio cultural, no contexto de um roteiro alargado das fortalezas do concelho de Almeida.


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Sortelha

Localizada na Beira Alta, na zona raiana,  pertence ao concelho do Sabugal. Situada a 773 metros de altitude, a sudoeste da Serra de S. Cornélio, assenta sobre terrenos graníticos e integra-se na zona do concelho onde se verificam simultaneamente as altitudes mais baixas (400 a 800 metros) e as encostas mais declivosas. Dista 12 Km do Sabugal e 14 KM de Belmonte. A ligação a Sortelha faz-se pela estrada que liga Castelo Branco à Guarda.
                   
Quadro Histórico

Sortelha é essencialmente uma aldeia medieval: as pesquisas arqueológicas realizadas durante os trabalhos no âmbito do Programa das Aldeias Históricas vieram pôr a descoberto inúmeras sepulturas antropomórficas localizadas, sobretudo, em volta da igreja Matriz.
A construção das muralhas da povoação é, por tradição historiográfica, atribuída de D. Sancho I. Estas erguem-se em forma circular, fazendo corpo com enormes penedos.
No termo do antigo concelho de Sortelha conhecem-se vestígios da presença romana, como demonstra a Viam Veterum, desde a Porta Poente até ao chafariz da Azenha.
No Brasão de Armas da antiga vila desenha-se um castelo e um anel. Deste último símbolo afigura-se ter nascido a toponímia de Sortelha. Sortija, Sortilia ou Sorteia são designações castelhanas para um jogo antigo de cavaleiros que consistia em enfiar a ponta de uma lança num anel de pedrarias que teria um elevado valor simbólico.


Fonte: http://www.turismoserradaestrela.pt/index.php/pt/rotas-turisticas/turismo-cultural/rota-das-aldeias-historicas?start=6

Belmonte

Vila tão antiga como Portugal. Desde 1500 e tão famosa no Brasil como em Portugal
A vila de Belmonte teve foral em 1199 e está situada no panorâmico Monte da Esperança (antigos Montes Crestados), em cujo morro mais rochoso foi construído nos finais do séc. XII o seu castelo que juntamente com os castelos de Sortelha e Vila de Touro, formaram até à assinatura do Tratado de Alcanices (1297), a linha defensiva do Alto Côa, apoiada na retaguarda pela muralha natural da Serra da Estrela e pelo Vale do Zêzere.

                       
Na terra de Pedro Álvares Cabral

Um passeio a pé ao longo do centro histórico de Belmonte, de mão dada com os monumentos que viram crescer este famoso navegador.
Quinhentos anos após a descoberta do Brasil admire a estátua de Pedro Álvares Cabral situada no Largo António José de Almeida, a 100 metros dos Paços do Concelho. Suba a pé pela Rua 1º de Maio até à belíssima Praça da República, destacando-se o edifício da antiga Câmara, com a torre do relógio e onde se localiza o Posto de Turismo, o pelourinho quatrocentista e, em redor, um notável conjunto de casas onde pode comprar o artesanato local e da Serra da Estrela. Continuando para o Largo Afonso Costa, volte à esquerda e suba a Rua do Castelo. Visite o castelo que é formado pela Torre de Menagem, vestígios da antiga alcaidaría (Paço dos Cabrais) e um moderno anfiteatro ao ar livre, rodeado por imponentes muralhas. Não deixe de subir à janela Manuelina, verdadeira jóia granítica, de onde poderá contemplar a Serra da Estrela em toda a sua extensão. À saída do Castelo, em frente, observe as capelas de Santo António (séc. XVI) e do Calvário (séc. XIX) e, à direita, a cruz de madeira de Pau Santo do Brasil (réplica da que foi mandada levantar por Cabral na 1ª missa celebrada no Brasil), oferecida nos anos 50 pelo presidente brasileiro Kubichek de Oliveira.
Também à direita, a Igreja de S. Tiago, românica, vale a pena ser visitada, aí encontrará na capela mor, diferentes camadas residuais de frescos sobrepostos, que terão sido elaborados nos sécs. XVI, XVII e XVIII. O altar lateral, também conhecido por capela de N.ª Sr.ª da Piedade, constitui uma preciosa peça gótica com capitéis finamente trabalhados, e onde se guarda o túmulo de Maria Gil Cabral, fundadora da capela nos finais do séc. XIV, e ainda uma raríssima Pietá de granito policromado. Não deixe de visitar o Panteão dos Cabrais, onde se encontra um túmulo com alguns restos mortais de Pedro Álvares Cabral, para além de outros da mesma família. Deixando este templo, à direita, repare na torre sineira que compõe todo este conjunto religioso. Depois de percorrer a Rua da Judiaria e visitar a nova Sinagoga, regresse ao terreiro do castelo, onde todos os anos se acende o tradicional madeiro. Desça novamente a Rua do Castelo e siga pela Rua 25 de Abril em direcção à Igreja da Sagrada Família, em cujo altar lateral se encontra a famosa imagem de N. Sr.ª da Esperança que segundo a tradição terá acompanhado Álvares Cabral ao Brasil.


 Fonte:http://www.turismoserradaestrela.pt/index.php/pt/rotas-turisticas/turismo-cultural/rota-das-aldeias-historicas?start=6

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Distrito de Leiria

O distrito de Leiria está situado ligeiramente para o interior e abrange uma série de cidades e atracções únicas, todas elas oferecendo paisagens diferentes, monumentos e costumes singulares.  
                

A encantadora cidade de Peniche fica junto à costa e é um destino popular para a prática de desportos aquáticos, como o surf e a pesca em alto mar. Aqui encontrará excelentes restaurantes de peixe fresco e poderá partir de ferry à descoberta das Ilhas Berlengas – uma bela reserva natural rodeada de águas translúcidas. 
               

A Nazaré é uma pitoresca vila piscatória, conhecida pelas tradições e pela sua longa praia, onde os pescadores ainda hoje estendem as suas redes. Depois de visitar o Castelo de Leiria, a praça medieval Rodrigues Lobo e a Sé Catedral renascentista, vá até ao Mosteiro da Batalha – uma verdadeira obra-prima da arquitectura Gótica em Portugal. Não deixe também de visitar o grandioso Mosteiro de Alcobaça, um magnífico complexo medieval que incorpora uma igreja do século XII.
                    
A famosa cidade das Caldas da Rainha soube impor-se graças à sua cerâmica tradicional (de cariz popular e humorista) e pelo seu artesanato, enquanto a cidade da Marinha Grande é reconhecida como a maior produtora de vidro do país. Descubra também a encantadora vila de Óbidos, caiada de branco e rodeada por muralhas do século XIV.
                   

Locais a Visitar
Fortaleza de Peniche

A Fortaleza de Peniche foi uma importante base militar durante a Idade Média, tendo sido concluída em 1645. Após muitos anos de guerras, o seu valor estratégico foi perdendo importância, pelo que acabou por ser desactivada. A partir de então, foi usada como abrigo para os refugiados Bóeres no início do século XX, um campo de detenção de austríacos e alemães durante a I Guerra Mundial e uma prisão para os opositores do antigo regime português. A fortaleza acolhe hoje o Museu de Peniche, que apresenta uma colecção de artefactos regionais e documentação histórica relacionada com a ditadura portuguesa.
 
Igreja da Misericórdia
O tecto desta igreja é o seu ponto forte e encontra-se totalmente coberto com 55 pinturas que retratam cenas do Novo Testamento – um exemplo do legado de artistas talentosos do século XVII originários desta região. Além destas magníficas representações, também poderá admirar os belos azulejos na parede, várias esculturas e cinco extraordinárias telas da autoria de Josefa d’Óbidos.

                                 
Mosteiro da Batalha
Também conhecido como Mosteiro de Santa Maria da Vitória, este monumento nacional foi mandado construir pelo Rei D. João I como sinal de gratidão à Virgem Maria pela vitória de Portugal frente a Castela na Batalha de Aljubarrota. Classificado como Património da Humanidade pela UNESCO, este edifício único foi erguido em 1388 e é tido como o exemplo máximo da arquitectura Gótica no país. No portal do Mosteiro, poderá admirar representações dos Apóstolos, de Profetas, Anjos e Jesus Cristo rodeado pelos quatro Evangelistas. Os túmulos do Rei D. João I, de D. Filipa de Lencastre e dos seus filhos podem ser visitados na Capela do Fundador. Belos vitrais ilustrando cenas bíblicas como “A Visitação de Nossa Senhora”, a “Adoração dos Magos”, a “Fuga para o Egipto” e “A Ressurreição de Cristo” adornam o interior do mosteiro, enquanto no exterior se podem ver as típicas gárgulas. O Mosteiro da Batalha é, sem dúvida, um dos mais belos exemplos da arquitectura Gótica de todo o país.

                         
Mosteiro de Alcobaça
Situado no fértil vale onde correm os rios Alcoa e Baço, este mosteiro foi doado à Ordem de Cister pelo Rei D. Afonso Henriques após a conquista de Santarém aos Mouros. Da sua fachada barroca original com as duas torres, restam hoje apenas o portal, as duas grandes janelas e a rosácea central. No interior das capelas laterais do transepto do mosteiro encontram-se os belos túmulos esculpidos de D. Pedro I e da sua eterna amada D. Inês de Castro. O transepto também permite o acesso aos túmulos do Rei D. Afonso II, do Rei D. Afonso III e das respectivas esposas e filhos. Outras partes do mosteiro situadas no claustro incluem a Sala do Capítulo, a Sala dos Monges e uma cozinha e refeitório datados do século XVIII. Na Sala dos Reis são de especial destaque os encantadore
s painéis de azulejos e as estátuas de argila dos monarcas portugueses.
                         
http://www.portugal-live.net/P/places/leiria.html

Distrito de Aveiro

Conhecida como a "Veneza Portuguesa" ,
 Aveiro, é uma cidade portuguesa, do Distrito de Aveiro, na Região Centro e pertencente à sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 55 291 habitantes.O perímetro urbano é constituído pelas freguesias de Glória e Vera Cruz (a área original da cidade), estendendo-se ainda para Aradas, Cacia, Esgueira, São Bernardo e Santa Joana.
Fica situada a cerca de 55 km a noroeste de Coimbra e a cerca de 70 km a sul do Porto, sendo a principal cidade da sub-região do Baixo Vouga com 390 840 habitantes (2011), e a terceira cidade da região Centro, a seguir a Viseu e Coimbra.
É sede de um município com 78 450 habitantes (2011) e 197,58 km² de área, subdividido em 10 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Murtosa (seja através da Ria de Aveiro, seja por terra), a nordeste por Albergaria-a-Velha, a leste por Águeda, a sul por Oliveira do Bairro, a sudeste por Vagos e por Ílhavo (sendo os limites com este último concelho também feitos por terra e através da ria), e com uma faixa relativamente estreita de litoral no Oceano Atlântico, a oeste, através da freguesia de São Jacinto. É um importante centro urbano, portuário, ferroviário, universitário e turístico.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Linhares

Linhares localiza-se a cerca de 810 metros de altitude, numa das faldas da Serra da Estrela, no concelho de Celorico da Beira, acerca de 4 Km da Estrada Nacional 17 que liga Coimbra à Guarda.
Quadro Histórico

A origem da povoação remonta provavelmente a 580-500 a.C. e terá sido fundada pelos Túrdulos (povo que habitava a Bética, hoje Andaluzia). Posteriormente, Linhares foi conquistada pelos Romanos e ter-se-à chamado Lénio ou Leniobriga. O próprio vocabulário indica, através de sufixo briga, a existência provável de uma povoação fortificada no alto de um monte. Entre o séc. III a.C. e a ocupação romana foi habitada pelos Lusitanos.
Quando os Romanos conquistaram a Península Ibérica Linhares Continuou habitada e passou a ser atravessada por uma importante estrada romana que ligava Emerda (actual Mérida, em Espanha) a Braccara Augusta (Braga). Restos de estrada romana são ainda bem visíveis na calçada tão peculiar que existe no meio de nada, pedras grandes bem polidas, memória de um passado muito distante . Existe também a ruína de um fórum romano, pequena tribuna sobrelevada, com um banco ao redor e uma mesa onde se tomavam decisões comunitárias ou se faziam julgamentos. É uma construção original e única: o granito, tão característico da região, é aqui integralmente utilizado. Com a progressiva chegada dos Bárbaros à Península, Linhares foi marco de cristianização, tendo-se tornado, com os Visigodos (séc. VI e VII), sede da Diocese.
Com a invasão muçulmana, que ocorreu após anos de existência pacífica destas comunidades, tudo se alterou. Viveu-se um clima de insegurança, com as povoações a voltarem-se sobre si mesmas, tendo a agricultura como única fonte de subsistência. A Diocese de Linhares deixou então de existir, tendo passado a sua sede para Coimbra.
As informações sobre Linhares nessa época contradizem-se: ora a dão como destruída e arruinada no séc. VIII, ora apresentam o castelo como tendo origem numa fortificação moura. Há inúmeras lendas que relacionam Linhares com a presença moura, tal como histórias de mouras encantadas que permaneceram no imaginário das suas gentes. Uma das lendas mais citadas respeita à vitória dos habitantes de Linhares sobre as hostes do chefe muçulmano Zuzar que ocupava o castelo de Azuzara, próximo de Mangualde. Este facto terá sido comemorado até ao séc. XVII numa romagem a uma capela onde existiu o Castelo de Azurara e de onde se avistava Linhares.
No ano de 900 Afonso Magno, de Leão, recuperou as terras até Coimbra. Linhares sofreu novo incremento em tempo de paz e era já de denominação cristã antes da fundação da nacionalidade portuguesa.
Menos de dois séculos depois, em 1169, D. Afonso Henriques conquistou definitivamente Linhares aos mouros, integrando-a numa linha defensiva da região, da qual faziam parte Trancoso e Celorico da Beira; em Setembro desse mesmo ano concedeu-lhe foral. O primeiro senhor de Linhares foi o próprio rei: "os moradores do concelho não teriam outro senhor a não ser o rei ou seu filho".
No entanto, o período de instabilidade prosseguiu e, segundo a tradição, no reinado de D. Sancho II, em 1198, a Beira foi invadida por castelhanos e leoneses que se apoderaram de Celorico. O seu alcaide Gonçalo Mendes, pediu então auxílio ao seu irmão Rodrigo Mendes, alcaide de Linhares, ambos filhos do Alcaide de Castelo Mendo, D. Mendo Mendes. Conta a tradição que este combate se realizou numa noite de Lua Nova, que iluminou os combatentes, e que estes, combatendo com bravura, derrotaram o inimigo. Ainda hoje as bandeiras de Linhares da Beira e Celorico da Beira ostentam um crescente e cinco estrelas.
Linhares foi doado a D. Isabel, filha bastarda de D. Fernando, que se casou com D. Afonso, filho bastardo de D. Henrique II de Castela. Em 1348, o alcaide-mor Martins Afonso de Melo, por carta régia de D. Fernando, ficoucom as rendas e os direitos de povoação. A sucessão ao trono dividira Portugal, e o alcaide de Linhares, apesar da oposição de toda a população , entregou o castelo ao rei de Castela. Linhares conheceu, a partir daquela época e durante cerca de dois séculos, um período de grande prosperidade e desenvolvimento económico. D. João I, já aclamado rei nas Cortes de Coimbra, fez a doação destas terras a Martin Vasques da Cunha, pela recompensa dos serviços prestados.
Em 17 de Abril de 1411 foi criada a casa senhorial do Infante D. Henrique, duque de Viseu e senhor Covilhã, a qual abrangia grande parte da comarca da Beira. Num total de 125 terras, 97 eram henriquinas.
D. Manuel deu Foral Novo a Linhares em 1510. A época de prosperidade e desenvolvimento económico que se iniciara com a expansão atingiu o seu apogeu.
Terá existido em Linhares uma colónia de judeus, tendo em conta os nomes que constam dos processos da Inquisição, como naturais da região. Dadas as características prováveis das habitações que serviam para comércio e residência, a judiaria situar-se-ia próxima do adro da Igreja, na parte superior da povoação, por aí se realizar uma feira. As habitações têm sinais característicos: cruzes apostas nos ombrais das portas, datas com referência à construção das casas, símbolos e outras inscrições. Esta simbologia encontra-se um pouco por toda a povoação.
D. João III elevou Linhares a condado, tendo sido o primeiro Conde D. António de Noronha. Existiam duas paróquias na povoação que crescia e se desenvolvia: a da Nossa Senhora da Assunção, anteriormente de Santa Maria, que foi crescendo ao gosto das sucessivas épocas; e a de Santo Isidoro, que também sofreu transformações e onde, em 1576, foi instituída a Misericórdia, que teve o seu hospital na Albergaria.
Em 1640, foi extinto o título de Conde de Linhares e os seus bens confiscados para a coroa por ele ter servido o Rei de Castela, aquando da dominação Filipina. D. João IV renovou o título, sendo renovado até ao sexto conde, apesar do senhorio da Beira ser, desde 1698, umas instituição patrimonial de segundos filhos dos reis: a casa do infantado. Um conde de Linhares, D. Rodrigo de Sousa Coutinho, ocupou cargos políticos nos reinados de D. Maria I e de D. João VI, tendo emigrado com a família real para o Brasil.
O aparecimento dos solares, com características eminentemente barrocas, atesta a prosperidade económica das grandes casa que foram aparecendo nos séc. XVIII e XIX, hoje já assimiladas pelo conjunto e coexistindo com ele em perfeita harmonia. Muitas das actividades eram regidas por conselhos de vizinhos e tinham carácter comunitário, que ainda hoje se mantêm. No séc. XVIII a população diminuiu e a povoação declinou.Durante as Invasões francesas, de 1808 e 1810, Linhares ainda tinha sob a sua alçada seis concelhos. Em 1820 elegeu um deputado para as cortes, seguindo-lhe a sua estagnação e decadência.
O concelho foi extinto em 1842, data em que passou a ser apenas uma freguesia do Concelho de Celorico da Beira.

Programa de Intervenção
Recuperação do aglomerado, restituindo-lhe a morfologia e a identidade do seu passado medieval e transformando-o em centro de atracção turística, cultural e desportiva.
Tem-se nomeadamente em conta que, pela sua localização, Linhares possui condições excepcionais para a prática de parapente, sendo actualmente um centro de prática daquela modalidade desportiva já referenciado nos roteiros internacionais.

Castelo Rodrigo

Castelo Rodrigo situa-se sobre uma alta e isolada colina, na cota 770m a 820m. Localiza-se nos vastos territórios de Riba Côa, a 10 Km da margem direita do rio Côa, próximo da Ribeira de Aguiar, 3 Km a sul de Figueira de Castelo Rodrigo e a 12,5 Km da raia espanhola.
Encontra-se na confluência da Estrada Nacional 332, vinda de Almeida, e da estrada Nacional 221, vinda de Pinhel.
                                
Quadro Histórico
Os vestígios mais antigos da presença do homem no território são achados do Paleolítico. A cultura megalítica e a cultura castreja reflectem-se na sua toponímia. O domínio romano apresenta muitos vestígios na região. Existem lápides epigrafadas e dezassete estações arqueológicas no concelho, na sua maioria restos de villae romanas. A passagem dos muçulmanos ficou marcada por vestígios ainda existentes na cisterna e nalgumas casas no interior do Castelo.
As primeiras referências escritas datam da época da Reconquista e mostram a importância que tinha para os reis de Leão o repovoamento deste (então seu) território: foi-lhe atribuído o título de vila e foi elevada a concelho por Afonso IX de Leão.As doações feitas aos frades Salamantinos, fundadores da Ordem de S. Julião do Pereiro, e aos primeiros frades de Santa Maria de Aguiar, oriundos de Zamora, revelam uma idêntica preocupação com a reorganização e povoamento desta área, de que o convento de Santa Maria de Aguiar é, hoje, importante testemunho. Aliás, historicamente, nenhuma povoação raiana exerceu, por período tão longo, um lugar tão relevante nas relações luso-castelhanas e na defesa do território português.
Em 1170 Afonso Henriques conquistou Castelo Rodrigo aos mouros mas ela será novamente perdida, tornando a ser reconquistada por D. Sancho I, em 1209, data em que este lhe concede o seu primeiro Foral.
Castelo Rodrigo, povoação fortificada desde a mais remota antiguidade, foi integrada definitivamente no território português a 12 de Setembro de 1297, pelo tratado de Alcanizes; D. Dinis , que confirma o seu Foral em Trancoso, em 1296, mandou repovoar e reconstruir o Castelo. Sendo palco de constantes guerras, D. Fernando mandou novamente reparar as suas muralhas.
Foi por esta época que Castelo Rodrigo pediu a D. Fernando Carta de Feira, o que lhe foi concedido por Carta Régia de 23 de Maio de 1373, devendo a Feira ser feita a 18 de cada mês "se nesse dia não se fizer outra feira franqueada em algum lugar acerca dessa vila". Porém, passado pouco mais de um ano, em 1374, o Rei altera a data da Feira para o dia 1 de cada mês; mais tarde, em 1386, D. João I muda a data da Feira, o que causou graves prejuízos aos moradores; anos depois, estes escreveram ao Rei pedindo a alteração da data para o dia 25, o que lhes foi concedido "... com tanto que façam em dias taes que não façam em nenhum prejuízo às outras feiras que se fazem nas outras vilas e comarcas d'arredor".
Durante a crise de 1383-85 Castelo Rodrigo tomou o partido de D. Beatriz e de D. João de Castela pelo que D. João I, o Mestre de Aviz, castigou a vila, mandando que o seu brasão ficasse com o escudo das armas reais invertido e tendo-a colocado na dependência administrativa de Pinhel.De novo a Vila se despovoou e caiu em ruínas.
D. Manuel mandou, novamente, que fosse repovoada, bem como restaurado o Castelo, tendo-lhe dado Foral Novo em 25 de Junho de 1508.Os dois primeiros reis da Dinastia dos Filipes instituíram o condado e o marquesado de Castelo Rodrigo na pessoa de Cristóvão de Moura, filho de um alcaide da povoação e defensor da causa filipina, que fez erigir, em 1590, um magnífico palácio residencial no interior da antiga alcáçova. A 10 de Dezembro de 1640 a população de Castelo Rodrigo, revoltada contra o fidalgo, pôs fogo ao palácio do traidor.
De novo Castelo Rodrigo se vê envolvida nas lutas contra Castela tendo, em 1664, sofrido o Cerco do Duque de Ossuna. A sua guarnição, apenas com 150 homens, resistiu heroicamente até à chegada de reforços portugueses, altura em que se trava batalha nos campos junto ao Mosteiro de Santa Maria de Aguiar. Conta-se que o Duque se Ossuna e D. João d'Austria terão escapado com vida, disfarçados de frades.
Castelo Rodrigo foi ponto de passagem dos peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela, aqui acolhidos e cuidados por uma confraria de frades hospitaleiros, estabelecida em Portugal desde 1192.
Após as Guerras da Restauração Castelo Rodrigo foi perdendo a sua importância e, a 25 de Junho de 1836, por Carta Régia de D. Maria II, a sede de concelho passou para a povoação de Figueira de Castelo Rodrigo.

Programa de Intervenção
Pretende-se a valorização da povoação como elo da cadeia de fortalezas fronteiriças, nomeadamente do eixo Almeida/Castelo Mendo/Castelo Rodrigo, e como pólo de atracção turística que beneficia da navegabilidade do rio Douro até Barca D'Alva e da proximidade de Espanha. Para tal importa reactivar artes e ofícios tradicionais, como factor de dinamização económico-social, tendo como suporte o fluxo turístico.
http://www.turismoserradaestrela.pt/index.php/pt/rotas-turisticas/turismo-cultural/rota-das-aldeias-historicas/item/137-castelo-rodrigo

Castelo Novo

Castelo Novo é uma aldeia do Concelho do Fundão, encaixada a meia encosta nascente, na Serra da Gardunha, entre os 600 e 635 m de altitude e as ribeiras de Gualdim e de Alpreada. Toda ela se desenvolve de uma forma concêntrica, em torno de um elemento de referência, o Castelo, nomeadamente a torre de Menagem. Por trás dos Paços do Concelho, no ponto mais alto e central da aldeia, impõe-se o Castelo, representando a arquitectura militar gótica e manuelina, com a sua torre sineira e de menagem.
                                     
Apesar do seu estado de ruína, no pano de muralha é perceptível a existência de duas portas a nascente e a poente, que constituíam entradas na cidadela.
A rudeza da envolvente e a índole medieval, comprovada documentalmente pelo foral outorgado por D. Pedro Guterres, no início do século XIII, durante o reinado de D. Sancho I. Este foral conferiu a Castelo Novo a qualidade de mais antigo de todos os antigos concelhos existentes na circunscrição do actual município do Fundão, deram mote a um desenho que evidencia a silhueta desgastada da Torre.
O sol que invade a Aldeia de Castelo Novo e que a aconchega, transforma-a num cenário de contrates muito especial.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Beira Alta

Antiga província portuguesa, formalmente estabelecida pela reforma administrativa de 1936 e extinguida pela Constituição da República Portuguesa de 1976, a região da Beira Alta confina com as regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro a norte; Douro Litoral a noroeste; Beira Litoral a oeste e sudoeste; e Beira Baixa a sul. Faz fronteira com Espanha, a leste. 

Abrange cerca  de   8500 km2  e compreende  33 concelhos:  18 do distrito de Viseu,  13 do distrito daGuarda e dois do distrito de Coimbra.   
Região planáltica, de média altitude, cortada por vales fluviais e cingida por serras (Estrela, Montemuro, S. Macário,Gralheira, Caramulo e Buçaco) apresenta uma diversividade climática, registando temperaturas consideravelmente baixas no inverno.
Embora atravessada por uma via férrea internacional (da Pampilhosa a Vilar Formoso) e por boas estradas, mantém ainda alguns concelhos com fraca                                  
Sé de Viseu                            acessibilidade, o que constitui um obstáculo ao seu desenvolvimento. As  principais indústrias desta zona são os lanifícios, os laticínios e o fabrico de produtos alimentares.                                        

                                                                    Coimbra
A Beira Alta apresenta, nos  seus principais  pratos típicos, o queijo da Serra da Estrela, as morcelas e farinheiras; o arroz de pato e o cabrito e a vitela assados; castanhas, servidas em confecções variadas, as cavacas e o vinho do Dão.Possui alguns dos melhores e mais sumptuosos solares de Portugal, sendo, depois do Minho, a região portuguesa onde se encontram mais construções solarengas. Muitas são também as individualidades notáveis com que a Beira Alta tem contribuído para o engrandecimento do país,em todas as manifestações da atividade humana (intelectual, económica, política, etc.), de entre as quais se distinguem Frei Bernardo de Brito, Aquilino Ribeiro, Leite de Vasconcelos, Costa Cabral e Gabriel Fonseca.
Fonte:  http://www.infopedia.pt/$beira-alta  e https://www.google.pt/#q=Fotos                                    

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Estremadura



"As pescarias faziam-se em Setembro, em manhãs em geral brumosas e frescas. Peixes de escama verde e ventre claro, ou o safio como um tronco de afogado; o tamboril e o lavagante..."
                                 
Agustina Bessa Luís


Instituída em 1936 como província portuguesa e desaparecida administrativamente como tal em 1976, a região daEstremadura ocupa uma faixa litoral no centro do território e compreende concelhos dos distritos de Leiria, Lisboa e Setúbal. É banhada pelo oceano Atlântico a oeste, e confina com as regiões da Beira Litoral a norte, do Ribatejo a leste,do Alto Alentejo a sudeste, e do Baixo Alentejo a sul. A Estremadura abrange uma área de 5345 km2 e compreende 31concelhos: 8 do distrito de Leiria, 14 do distrito de Lisboa e 9 do distrito de Setúbal. Sendo a faixa de terreno situada a norte e a sul do estuário do Tejo, constitui a parte mais ocidental do território continental português. Nesta região,situa-se Lisboa, a capital do País.
                       
                          Lisboa
A atividade humana em volta de Lisboa domina todo o conjunto, enquanto centro cultural, político e comercial do país.Aí se destaca também o seu importante porto, e para aí convergem todas as estradas nacionais e as grandes viasinternacionais.          Com fáceis comunicações, a Estremadura alimenta uma grande parte da economia, onde concorrem as produções locais,nacionais e até mesmo internacionais. Em Lisboa e nos seus arredores, concentram-se importantes núcleos económicosde todos os géneros: metalurgia, construção naval, têxteis, produtos alimentares, pescas, produtos químicos, etc. Acapital possui uma enorme variedade de empresas e constitui também o maior centro de serviços. É ainda aqui que se estende   a zona de mais intensa atividade turística. Não se limitando aos centros mais conhecidos,distribui-se por um elevado número de pequenas povoações que são o grande refúgio de muita população do País.Nenhuma outra zona portuguesa avulta no turismo nacional como a Estremadura. Para isso concorrem os seusmonumentos e museus, e a facilidade das suas comunicações.                                                                                              

À sua extrema variedade de paisagem e de terreno corresponde também uma variedade de culturas, hábitos ecostumes, que se pode observar no seio da população.
A Estremadura apresenta, nos seus principais pratos típicos, a caldeirada de sardinhas, as favadas, as pataniscas debacalhau e as amêijoas à Bulhão Pato; várias receitas de bifes e de coelho; os pastéis de Belém e de feijão, o pão de ló,entre outros. Nesta região, as romarias podem não ter a vivacidade e os tons alegres das romarias nortenhas, mas reúnem grandesmultidões. A tourada é um elemento habitual dessas festas. Na periferia de Lisboa realizam-se algumas das maisconcorridas festas de Portugal, parte delas caracterizadas por um cerimonial de trajes que vem já de remota idade.
Muitas foram as individualidades que daqui deixaram o seu nome ligado à História portuguesa, na vida militar, naliteratura, na arte, na política, etc. Lisboa sobressai pelo número e qualidade dessas individualidades, dado que é de hámuito o maior centro populacional, dotado de condições excecionais.


http://www.infopedia.pt/$estremadura

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Vieira do Minho

O Concelho de Vieira do Minho possui grandes potencialidades que têm sido alvo de aproveitamento turístico.
O recurso mais emblemático deste concelho é a sua paisagem. As paisagens que aqui existem, desenhadas com as mais belas cores que os mestres têm nas suas paletas avassalam pela sua magnitude e pelo seu brilho.

São aliás estas paisagens deslumbrantes o enquadramento para momentos de lazer diversificados, nomeadamente a prática de BTT, pedestrianismo, orientação, paintball, tiro com arco, escala… Há ainda os lagos azuis que contrastam com o verde e o cinzento granítico da serra, estes lagos onde deambula o barco de recreio e se desliza no cabo ski…
O património, na sua beleza rude e austera, acolhe hoje unidades de turismo em espaço rural, onde o conforto proporcionado permite ao visitante o deleitoso convívio entre a modernidade e a tradição.
A cultura das nossas gentes passa também pela excelência gastronómica. São inúmeros os pratos que são confeccionados recorrendo à tradicional vitela barrosã, ao cabrito, aos produtos hortícolas… Não esqueçamos o delicioso queijo e o inconfundível mel!
Não deixe ainda de ajudar a sua memória e quando partir leve consigo um dos inúmeros produtos artesanais.
Tocar, sentir também é recordar.

http://www.cm-vminho.pt/7900

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Minho


O Minho é uma província tradicional (ou região natural) portuguesa, formalmente instituída por uma reforma administrativa havida em 1936. No entanto, as províncias nunca tiveram qualquer atribuição prática, e desapareceram do vocabulário administrativo (ainda que não do vocabulário quotidiano dos portugueses) com a entrada em vigor da Constituição de 1976. É desta região que vieram a maior parte dos portugueses que colonizaram o Brasil a partir do século XVIII.
Limitava a Norte e a Nordeste com a Galiza, em Espanha (províncias de Pontevedra e Ourense, respectivamente), a Este com Trás-os-Montes e Alto Douro, a Sulcom o Douro Litoral e a Oeste com o Oceano Atlântico.
Era então constituída por 23 concelhos, integrando a totalidade dos distritos de Braga e Viana do Castelo. Tinha a sua sede na cidade de Braga.
Distrito de Braga: Amares, Barcelos, Braga, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Esposende, Fafe, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Terras do Bouro,Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão, Vila Verde.
Distrito de Viana do Castelo: Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte do Lima, Valença, Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira.
Se ainda hoje a província em causa existisse, contaria provavelmente com 24 municípios, posto que foi entretanto criado um novo concelho, na área do distrito de Braga: Vizela (em 1997, por secessão de Guimarães).
Para alguns geógrafos, esta província, em conjunto com o Douro Litoral, formava uma unidade geográfica maior: o Entre Douro e Minho.
Por outro lado, podia dividir-se em duas regiões: o Alto Minho, correspondente ao distrito de Viana do Castelo, e o Baixo Minho, correspondente ao distrito de Braga.
Actualmente, o seu território encontra-se na região estatística do Norte, repartindo-se pela totalidade das sub-regiões do Minho-Lima e do Cávado, e parcialmente pelas sub-regiões do Ave (concelhos de Fafe, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela) e Tâmega (dois concelhos das Terras de Basto , a saber Cabeceiras e Celorico de Basto).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Minho_(prov%C3%ADncia)